Perdão: o antídoto que remove o veneno do ressentimento

“Não é o que os outros fazem nem nossos próprios erros o que mais nos prejudica; é a nossa resposta. Se perseguimos a víbora venenosa que nos mordeu, a única coisa que conseguiremos será provocar que o veneno se estenda por todo o nosso corpo. É muito melhor tomar medidas imediatas para extrair o veneno.” (S. Covey).

O ressentimento é um sentimento parecido a uma reação emocional negativa ante um estímulo que é percebido como ofensa ao próprio eu e que permanece no interior do sujeito, de forma que se volta a vivenciar, a sentir uma e outra vez (se re-sente).

O evento agressivo fica armazenado no fundo da consciência, e quando não advertido, ali fica encubado, fermentando a sua amargura, infiltrando-se em todo o nosso ser e acaba sendo reitor de nossa conduta e de nossas menores reações. Este sentimento que não foi eliminado, mas que se reteve e passou a estar incorporado a nossa alma é o ressentimento.

Nós somos os únicos responsáveis pelos sentimentos que iremos desenvolver após uma situação frustrante. “A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional” (Carlos Drummond de Andrade).

Não somos uma ilha. É impossível vivermos isolados e sozinhos, nós precisamos nos relacionar e, em toda relação existem os riscos, as decepções, as frustrações. É preciso aprender a lidar com esses fatores negativos, administrar a forma como enxergamos certos eventos e, muito mais, a forma como reagimos em relação a eles.

O ressentimento é a opção que fazemos de reproduzir em nosso interior, em nossa mente, o sentimento que nos causou dor. Ele pode ser um sentimento real, exagerado e, até mesmo, imaginário.

Muitas vezes, interpretamos situações que sequer ocorreram, atribuindo a elas uma conotação negativa. Por exemplo: pode alguém não nos cumprimentar ao passar por nós – talvez por esquecimento ou, por não ter nos visto – se nós pensarmos que a pessoa não quis nos cumprimentar podemos nos sentir rejeitados ou desprezados. Assim, todas as vezes que alguém agir, semelhantemente, fará com que esse evento reproduza o sentimento de rejeição, isso tende a se repetir até que a pessoa se sinta totalmente desvalorizada e faz com que muitas vezes manifeste o seu descontentamento com a expressão: “Ninguém gosta de mim”.

Nisso percebemos que a forma como vemos define o tanto de sofrimento que iremos produzir, pois o ressentimento depende do modo como se olha uma mesma realidade. Nossa saúde física depende do nosso modo de pensar, dos nossos sentimentos e das nossas emoções.

O bom uso da nossa capacidade de mudar o pensamento, o próprio autoconhecimento, através de uma reflexão periódica sobre nós mesmos – que pode ser direcionado mais facilmente com o acompanhamento terapêutico – permite-nos efetuar as conexões entre os nossos ressentimentos e as causam que os originaram. Quando isso ocorre vamos encontrando-nos e, por fim, desenvolvendo o entendimento do que acontece conosco, fator que favorece o enfrentamento de novas situações, que tem o claro objetivo de solucionar eventos futuros.

Doenças reais e básicas do homem são provocadas por características de personalidade como: o orgulho, a crueldade, o ódio, o egoísmo, a mágoa, a ignorância, a instabilidade, a inveja e a ambição, algumas dessas características têm origem no ressentimento e são elas que constituem as verdadeiras doenças. Persistir nelas gera os efeitos prejudiciais no corpo, conhecidos como enfermidades.

O Microseometista Irídeo, auxiliado pela Terapia Flor de Íris, tem como objetivo principal orientar sobre a importância da conscientização das emoções, estados psíquicos e eliminar os fatos negativos (traumas, choques, mágoas, ressentimentos) que possam interferir no bem-estar do paciente. Afinal, a doença física vem depois do adoecer emocional. 

As essências florais “Flor de Íris” proporcionam esse trabalho de conscientização, no qual o ser humano mergulha dentro de si. São utilizadas como método de harmonização, levando o indivíduo a um completo equilíbrio mental, emocional e espiritual. Além disso, o paciente é orientado a praticar atitudes de quem deseja a mudança, do “querer a transformação”, desenvolvendo a paciência, a persistência, o bom-humor e a definição de objetivos.

O ressentimento é um re-sentir, é voltar a sentir a ferida porque ela permanece dentro de nós, como um veneno que altera a saúde interior. O ressentido, por sua vez, tende a desenvolver um desejo de vingança, de promover a mesma dor àquele que lhe causou algum dano, porém, o maior dano atinge a ele mesmo: “guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra”.

Contudo, o homem de entendimento esclarecido e que desenvolveu a saúde emocional sabe que teríamos muito menos doenças se substituíssemos o ressentimento pela prática do perdão, assim, ele reage com energia direta ante a agressão e, automaticamente, expulsa a ofensa de sua consciência, como um corpo estranho, não permitindo que esse sentimento se converta em uma ferida que contamine todo o organismo interior. Essa postura salvadora de perdoar o “imperdoável” não existe no ressentido.

Portanto, o perdão é o antídoto que remove o veneno do ressentimento. Somos capazes de perdoar quando reconhecemos que assim como algumas pessoas erram conosco, nós também erramos com elas, pois não somos perfeitos.

Nesse sentido, o desenvolvimento espiritual é muito importante, porque Deus clarifica a nossa inteligência, favorece a objetividade no autoconhecimento, a capacidade de compreensão e, ainda, potencializa a nossa vontade, fortalecendo o nosso caráter, para que não se dobre ante a pressão das ofensas sentidas. Que Deus abençoe nossas vidas e dirija nossas escolhas.

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